
Não há equipe na América do Sul e, certamente, poucas no planeta, que podem fazer frente ao espetacular futebol feminino do Corinthians.
Um colírio para os olhos.
Futebol bem jogado e uma administração (deste departamento) que se destaca como flor única em meio a um pântano de esquemas e mediocridades.
Cristiane Gambaré é a grande responsável por conseguir isolar as atletas dos vícios do restante do clube.
Campeonatos Paulistas, Brasileiros, Libertadores e o que vier pela frente… não há limites para quem introduziu um comportamento vitorioso e selecionou jogadoras por critérios técnicos, sem envolvimento em sistemas de empresários.
Não houve, no futebol masculino, cartola mais competente e, principalmente, limpo do que ela.
Se houvesse, o Timão seria, com a força da marca que possui, o que o futebol feminino já é: referência mundial.
Gambaré deveria ser o espelho de conduta profissional no Parque São Jorge.
Mas trata-se, infelizmente, de exceção.
Não à toa o novo presidente, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, esteja sondando nomes como Roberto Andrade para o futebol profissional masculino, apesar do que se sabe sobre ele, não apenas no período de cartola.
Andrade é o oposto extremo do que representa Gambaré.
Na condição de diretor de futebol, foi responsável por diversos negócios nebulosos, muitos aos lado de Duílio, o que talvez justifique a ‘necessidade’ da escolha.
Fora do clube, foi colocado para correr da ‘Nova Veículos’, acusado de operar um esquema de roubos à empresa que teria durado muitos anos.