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Documentos de diretor do Corinthians, candidato a vereador em São Paulo, revelam patrimônio de R$ 4 milhões

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André Negão e Marcio França - YouTube

André Negão, diretor administrativo do Corinthians, registrou ontem (25), oficialmente, sua candidatura a vereador pela cidade de São Paulo.

Disputará as eleições pelo PSB, sob nº 40.333.

É apoiado, explicitamente, pelo candidato a Prefeito Marcio França, que, com ele, tem realizado campanha nas ruas da capital.

A Justiça Eleitoral obriga a todos os postulantes a cargos públicos que apresentem, documentalmente, a situação judicial e também uma listagem de bens, para que possam servir de parâmetro à escolha do eleitorado e também às checagens de quem se interessar em investigar.

De cara, uma novidade: André Negão apresentou-se como concluinte de curso Superior Completo.

A informação conflita com a fornecida nas eleições de 2016, quando o cartola alvinegro disse possuir apenas o curso de 2º Grau.

Deve ter estudado bastante nos últimos anos.

Outra informação relevante, levando-se em consideração que, nos últimos anos, Negão recebeu salários próximos de R$ 15 mil mensais na condição de chefe de gabinete do deputado federal Andres Sanches (de 2014 a 2018), e trabalha, sem vencimentos, no Corinthians, é a relação de bens (somente os declarados), avaliados em quase R$ 4 milhões.

Precisamente R$3.998.389,84.

Estão listados:

Em 2016, André Negão indicou R$ 3,2 milhões em bens, com pequenas variações de imóveis, o que, oficialmente, indica evolução patrimonial de R$ 800 mil.

No âmbito dos problemas judiciais, além das conhecidas prisões ligadas à jogatina, as certidões apontaram desfechos para casos que, recentemente, ligaram o Corinthians à esfera criminal.

Para evitar julgamento por posse ilegal de armas, processo derivado de recente detenção do candidato no âmbito da Operação Lava-Jato, que ainda investiga cartolas alvinegros suspeitos de receberem vantagens indevidas para facilitarem o sobre-preço do estádio de Itaquera, André Negão utilizou-se do direito de ‘transação penal’, proposto pelo Ministério Público.

Ao aderir a esse acerto, o processo deixa de ser julgado, desde que o réu cumpra medidas pré-determinadas pelo judiciário.

Passados dois anos sem novas intercorrências, é extinta a punibilidade.

Foi exatamente o que ocorreu, em dezembro de 2018, após Negão ter cumprido, pelo período de 24 meses, as seguintes determinações:

Outras ações importantes, de interesse da coletividade corinthiana, dizem respeito aos indiciamentos não apenas de André Negão, mas também de Andres Sanches, Raul Corrêa da Silva e Roberto Andrade, flagrados em delitos fiscais, em três oportunidades, no exercício de seus cargos no Corinthians.

As certidões indicam que as parcelas das dívidas tributárias foram honradas – em caso contrário os cartolas poderiam ser presos.

Porém, é interessante notar, no mesmo documento, pedido da defesa dos dirigentes, por razões óbvias negados pela Justiça, para que os cartolas não fossem novamente investigados por falcatruas semelhantes.

O que indica, talvez, a possibilidade de novos capítulos nessa triste novela alvinegra.

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