
Não cabe julgamento precipitado – talvez nem mesmo avaliação – a troca que o jogador Hulk fez entre a ex-esposa e a sobrinha com quem agora mantém casamento.
Coração ou o desejo de cada um é pessoal e inserido em contextos diversos.
O grande erro do atleta, de fato, ocorreu no último dia 07, quando declarou: “sabe muito bem quando a conheci e onde trabalhava, o que fazia. Não vou entrar em detalhes por causa dos meus filhos, pelos três seguro muitas coisas”
É exatamente onde o leitor deve estar pensando (o Blog do Paulinho sabe, há alguns anos), mas existe, dentro disso, uma história paralela.
Hulk, ainda jovem e iniciando carreira, foi jogar no Japão.
Precisamente no ano de 2005, aos 19 anos de idade.
Sem conhecer a lingua, passou a frequentar o local de trabalho da ex-esposa, a única com quem conseguia se relacionar (pela facilidade do idioma), porque ambos eram oriundos da Paraíba.
Ela evitou-lhe depressão, foi amiga e companheira – independentemente do resultado final do relacionamento – por longo tempo.
Largou tudo e mudou hábitos por ele.
Sim, engravidou cedo – aliás, muito precocemente, mas obviamente, não fez nada sozinha.
Para um garoto, apesar de se tratar de obrigação, Hulk teve atitude decente e encarou o desafio de ser pai.
São fatos.
Não se trata de história desconhecida nos bastidores da bola e, principalmente, na terra natal do jogador, mas, expô-la com a conotação sugerida, realmente, é atitude digna de grande reprovação.
Contamos agora para estabelecer justiça – a ambos.
Porque Hulk ‘jogou no ar’ e muita gente entendeu, mas, alguns por preconceito, outros pela falta de detalhes e contextualização, opinaram sem compreender.