
O ex-presidente Lula posiciou-se contráriamente às manifestações de correntes divergentes em favor da Democracia e contra o governo fascista de Jair Bolsonaro.
Nos últimos dias, milhares de pessoas, entre conhecidos e anônimos, assinaram esses documentos.
Erra feio o líder petista em não aderir.
Não se trata de aprovar ou reprovar o comportamento dos signatários, mas de unir forças contra a impossibilidade, futura – se as coisas seguirem como estão – dele próprio manter a liberdade de exercer suas indignações.
Lula precisa entender que o mundo não gira em torno de si.
É compreensível seu não perdão aos citados FHC e Temer diante dos fatos políticos pretéritos amplamente conhecidos pela sociedade, assim como estes, cada qual a seu critério, possuem restrições ao ex-presidente, mas é triste ver o lado pessoal do petista ou até o entendimento sobre o comportamento dos referidos em relação à democracia sobrepor-se à necessidade urgente de preservar os direitos de uma população inteira que precisa ser protegida pelos líderes em que acredita.
Boa parte destes sofreu e protestou, por ele, no período de encarceramento.
Fernando Haddad, a mais relevante liderença de esquerda do país pós Lula, que possui restrições semelhantes, engoliu-as a seco e, por um bem maior, assinou o manifesto ‘Estamos Juntos’.