Recentemente, o Corinthians acertou a venda do meia Pedrinho ao Benfica por R$ 105 milhões.
Destes, apenas R$ 18,7 milhões sobrarão para o clube.
Os demais R$ 86,3 milhões serão diluídos em despesas diversas, boa parte delas ligadas aos intermediários, todos representantes do iraniano Kia Joorabchian.
O pagamento do Benfica será realizado em quatro parcelas de R$ 26,2 milhões.
Para acessar detalhes da conta basta clicar no link a seguir:
Até 2021, porém, Pedrinho permanecerá no Corinthians, que arcará com seus vencimentos.
Ontem, na FOX, o diretor de futebol alvinegro, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, confirmou que o clube antecipará o recebimento, com a seguinte justificativa:
“É uma praxe dos clubes, quando você faz uma venda desse tamanho, de fazer essa antecipação, ainda mais num momento como o de hoje, com patrocinadores paralisando seus pagamentos, TV Globo também com a última cota do Paulista, que não foi paga”
Trata-se de utilização da ‘oportunidade’ para colher ‘facilidades’.
Infelizmente, não para o Corinthians.
Um empréstimo bancário com o contrato de venda ao Benfica como garantia – essa é a transação comentada – oneraria os caixas do Timão com juros, em dólar (a moeda do negócio), sobre o valor total, apesar do clube ser credor de parcela ínfima do pagamento.
Os grandes beneficiados seriam, sem que precisassem arcar com despesas da antecipação, Kia Joorabchian e seus parceiros, entre os quais alguns cartolas corinthianos.
