
Se fez necessária uma decisão da Justiça Federal para impedir o óbvio: que o lunático, emporcalhador da cadeira presidencial, permitisse a seus apoiadores, donos de ‘bingos’ tratados como templos religiosos, seguissem, a troco da saúde de toda uma população, achacando os menos inteligentes.
Trata-se, talvez, do maior desatino do Presidente em meio a tantos outros durante a pandemia do coronavírus.
Imagine que apenas um dos ‘fiéis’, em meio aos milhares que costumam comparecer a essas reuniões, estivesse infectado.
Haveria, certamente, grande possibilidade de disseminação do COVID-19, levando-se em consideração que os demais retornariam a suas residências e manteriam contato com outros.
Uma tragédia de proporções incalculáveis.
Todo esse risco para que Bolsonaro conseguisse preservar o apoio político dos encabrestados, sob controle de Malafaias e Macedos, enquanto estes seguiriam garantindo o caviar à mesa tomado de quem sequer consegue comprar o arroz e feijão do dia a dia.
Tivéssemos um MP e uma polícia realmente sérios, desprovidos de orientações e pressões políticas, e essa gente estaria atrás das grades há muitas décadas.