
Repercutiu, nos últimos dias, recente fiscalização do PROCON ao estádio de Itaquera, principalmente pelo fato dela ter sido mostrada, em alguns detalhes, pela Record TV.
Alguns problemas foram encontrados, porém o que mais chamou a atenção, não da emissora (que preferiu focar no preço, realmente caro, dos pedaços de pizza), mas do Blog do Paulinho, faz referência a uma taxa extra, à margem da Lei, cobrada na aquisição dos ingressos pelos que pagavam em cartão de crédito.
O valor da cobrança, lamentavelmente, não foi revelado.
Não existe, nos borderôs publicados pelo clube, na contabilidade aprovada pelo conselho, muito menos nos informes do Arena Fundo, qualquer menção à essa arrecadação.
No acordo firmado entre o Corinthians e a CAIXA, pela intermediação do empréstimo do BNDES, existe a obrigatoriedade de toda e qualquer arrecadação oriunda do estádio ser repassada ao Fundo para que seja, posteriormente, destinada à quitação dessa despesa.
Levando-e em consideração uma média de 25 mil pagantes (talvez seja maior) que frequentam a Arena, se a taxa cobrada, em suposição, aproximar-se de R$ 5 ou R$ 10, teríamos entre R$ 125 mil e R$ 250 mil, por partida, sem a devida contabilização.
Desde 2014, o Corinthians disputou 192 jogos em Itaquera.
Se a cobrança indevida, descoberta pelo PROCON, existir desde então, os valores não contabilizados podem atingir, levando-se em consideração o sobrepreço sugerido, entre R$ 24 milhões e R$ 48 milhões.
Não é pouca coisa.
Vale lembrar, o estádio de Itaquera, desde sempre, foi gerido por apenas dois cartolas alvinegros, independentemente de quem estivesse na presidência: Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg.
Nos dias atuais, o CEO da Arena é Caio Campos, funcionário de ambos, inclusive em negócios fora do clube, como a SPR/Poá Textil.
Diante da revelação, cabe aos conselheiros alvinegros não apenas solicitar toda a arrecadação dos valores indevidos, mas questionar desde quando e por que estavam sendo cobrados, além de, principalmente, a quem foram destinados os recursos, já que estão ausentes da contabilidade alvinegra e também do Fundo gestor do estádio.