Na última semana, a Arena Itaquera S/A, que, em tese, defende os interesses do Corinthians, protocolou, no TRF 3, ação de ‘embargos à execução’, na tentativa de obstruir a cobrança da CAIXA (mais de R$ 500 milhões) sobre os calotes de parcelas do empréstimo para a construção do estádio alvinegro.
O advogado da empresa é Erik Martins Sernik.
Trata-se de velho conhecido da Odebrecht.
Sernik advoga, em todo o Brasil, não apenas para a construtora, mas também à empresas subsidiárias do grupo, como a Braskem, que mantém ligações comerciais com o presidente do Corinthians, Andres Sanches.
A atuação do ‘doutor’ estende-se, também, a prestadoras particulares de serviços à Odebrecht, como a BMX Realizações Imobiliárias, que tem entre os proprietários o engenheiro Paulo Aridan Soares Mingione, funcionário da construtora, que chegou a disputar a ‘Meia-Maratona de São Paulo’, tempos atrás, apresentando-se como atleta do Timão.
O executivo foi acusado, recentemente, junto com empresas da Odebrecht (das quais assina como diretor), de irregularidades em ‘esquema de hotelaria’, e, para se safar de punição, assinou Termo de Ajustamento de Conduta, precisando, ainda, pagar multa de R$ 75 mil:
A proximidade de Mingione com a cúpula da construtora é evidenciada, também, em email interceptado pela Polícia Federal, enviado a Marcelo Odebrecht, copiado ao engenheiro, no âmbito a operação que prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai.
O presidente alvinegro, Andres Sanches e seus dirigentes, André Negão e Vicente Cândido, foram delatados, à PF, como recebedores de propinas para facilitar sobrepreço da obra do estádio de Itaquera à construtora.
Talvez, a resposta ao questionamento esteja nesse envolvimento obscuro entre as partes.
