
Diante de toda a miséria humana que cerca a vida milionária de Neymar, a informação, revelada por publicação européia, de que o atleta paga R$ 50 mil mensais para manter amigos junto de si, é, antes de tudo, demarcadora de profunda tristeza.
Que os tais ‘parças’ eram espertalhões, sabia-se, há tempos.
Mas ainda é pouco aprofundado o sentimento de, talvez rejeição, ou solidão, que obriga um dos mais famosos seres humanos do planeta a pagar para ter companhia.
Não só de amigos, como comprovou, recentemente, a acusação de estupro da qual foi inocentado.
Desde garoto assediado por abutres do esporte e utilizado pelo pai como meio de subsistência, Neymar, aparentemente, tem entre seus raros momentos de liberdade os 90 minutos em que permanece dentro de campo.
Fora dele, o ser-humano parece deixado de lado pela necessidade de ser um produto que sustente a alegria de muitos, mesmo que, eventualmente, à custa da sua.
Não à toa Neymar evolui com mais lentidão e acaba por sofrer as consequências de uma vida de escolhas equivocadas, sugestionadas por mentores pouco comprometidos com sua amizade ou, no caso do pai, de ligações, verdadeiramente, desinteressadas.