
Sempre ativo, o agente de jogadores Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, conselheiro do Corinthians e dono da famosa Kalunga, tem ampliado o leque de clubes ‘barriga de aluguel’, utilizados para expor seus atletas.
Sua base principal é o clube de Parque São Jorge, local em que mantém sociedade, não confessada pelas partes, com o presidente, Andres Sanches.
Os ‘satélites’ variam entre SEV-Hortolândia, Ponte Preta, Bragantino, Nacional, Penapolense, Oeste e diversos mais, sempre objetivando, ao que parece, ‘dar a volta’ em regulamentação da FIFA que impede intermediários de possuírem direitos sobre jogadores de futebol.
A mais nova ‘aquisição’ empresário é o Bahia.
Recentemente, através de seu preposto, Eduardo Cornacini, que é gestor da ART Sports, braço da ELENKO, Garcia realocou quatro atletas, que foram negociados ao Corinthians, para a equipe nordestina: Douglas (goleiro), Douglas Augusto (volante), Marllon e Lucca.
O caso de Douglas Augusto é controverso.
A contratação do volante, em junho de 2018, por R$ 6,6 milhões, em meio aos quase vinte jogadores que Timão possui na mesma posição, ocorreu sobre a integralidade dos direitos, ou seja, 100%.
Garcia levou R$ 1,5 milhão de comissão.
Apenas seis meses depois, o Corinthians decidiu (na verdade, por imposição do agente), emprestá-lo ao Bahia, com clausulas contratuais absolutamente desfavoráveis ao Timão, que seguiria pagando os salários e cederia 10% (a pretexto de ‘acordo de vitrine’) sem custo, dos direitos do jogador aos baianos.
Não deu outra: pouco tempo após, Douglas foi contratado pelo PAOK, da Grécia, por R$ 13 milhões.
Destes, R$ 1,3 milhão serão destinados ao Bahia e outros 20% (2,6 milhões), a titulo de comissionamento, ao agente Cornacini, que obedece às ordens de Fernando Garcia.
Somados todos os valores pagos aos intermediários e demais custos inerentes à manutenção do atleta, o Corinthians, em vez de lucrar, pagou para os empresários enriquecerem, ainda mais.
É pouco provável que o presidente Andres Sanches, do Corinthians, e Guilherme Bellintani, do Bahia, diante da notória generosidade dos intermediários, tenham saído infelizes das negociações.
LINKEDIN de Eduardo Cornacini revela sua ligação com a ELENKO e também com a ART SPORTS, empresas que Fernando Garcia sempre negou serem coligadas:
