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Advogado, sócio de Neymar, teria apresentado suposta vítima ao jogador

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José Edgar Bueno

Ontem (07), o Blog do Paulinho revelou que José Edgar da Cunha Bueno Filho, advogado que prejudicou Najila Trindade, entregando-a de “bandeja” para Neymar, a quem ela acusa de tê-la estuprado, mantinha relações comerciais com o jogador:

https://blogdopaulinho.com.br/2019/06/07/advogado-que-traiu-najila-trindade-e-socio-de-neymar-e-tambem-de-andres-sanches/

Novos fatos, expostos pela mídia horas depois, corroboram para confirmação de outra informação recebida pelo blog.

Percebe-se, por conta do teor de conversa vazada entre o advogado e Najila, que ambos mantinham relação anterior, aparentemente, bem próxima.

A versão de que Neymar conheceu sua suposta vítima através de aplicativo de namoro era bem inverossímil, até por conta da fama do atleta, tornando-se bem mais razoável acreditar que José Edgard Bueno, seu sócio, tenha apresentado-a ao atleta, talvez até negociando os termos entre as partes, incluindo passagens, estadias e demais benesses.

O que ninguém esperava era que o encontro terminaria em tragédia.

Daí por diante, Najila, acreditando estar sendo protegida por Bueno, revelou-lhe detalhes preciosos do ocorrido, e o advogado, em vez de orientá-la, decidiu limitar a recolha de provas (pedir para que não fizesse exame de corpo de delito e não mostrasse vídeo e fotos a ninguém), tudo indica, para ajudar o sócio Neymar, a quem teria repassado detalhes da conversa e, pior, apontado-a, publicamente, na condição de mentirosa.

Nesse contexto, a situação do repórter Mauro Naves, que teve acesso à todas as partes, até por ser amigo delas, se agrava, enfraquecendo a versão oficial de seu afastamento da Globo, a de que teria, apenas, repassado contato telefônico de um para o outro, com o consentimento dos envolvidos.

Em verdade, todos se falavam, ao que parece, desde antes do episódio.

Naves, em vez fazer o sugerido lobby, com objetivo de angariar furo de reportagem, trabalhou para abafar o escândalo.

Trata-se de um caso complexo, recheado de mentiras (de todas as partes), em que uma grave acusação de estupro precisa ser investigada, assim como o descompromisso profissional de José Edgar da Cunha Bueno Filho, que pode ter incorrido, no mínimo, em crime de “patrocínio infiel”, e também do jornalista, mais preocupado em manter-se próximo aos poderosos do que em defender os oprimidos, através da simples exposição da verdade, função básica e inegociável de sua profissão.

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