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Manifestações profissionais e agenda “esquerdista” marcam protestos à favor de Bolsonaro

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Fomentadas pelo próprio presidente da República, que, como de hábito, não tem coragem de assumir a autoria, as manifestações à favor do Governo Bolsonaro revelaram procedimentos e objetivos antes combatidos pelos grupos que o cercam.

Simples passar de olhos nas imagens de todos os locais de reunião bastava para notar o grande número de bandeirinhas amarelas absolutamente iguais, além de camisetas e vários carros de som.

Não custou barato ao Governo ou a seus financiadores a empreitada.

Aliás, bem mais caro do que as criticadas distribuições de pão com mortadela efetuada por sindicatos em manifestações ligadas à esquerda.

Outra fato evidente, que detona a tese de manifestação espontânea, foram as faixas, com dizeres idênticos, contra o presidente da Câmara Rodrigo Maia, o inimigo da vez do Bolsonarismo.

Boa parte de quem segurava os artefatos sequer sabia dizer de quem se tratava.

Outro fator que merece atenção, foram os gritos de ordem pelo fechamento de Congresso e STF, discurso este amparado em diversas manifestações pessoais, antes e depois de eleitos, de Bolsonaro e seus familiares.

Sempre que essa turma inseriu a esquerda brasileira como inimiga numero um dos bolsominions, personificada por eles no PT – que, a bem da verdade, sempre comportou-se como partido de centro-esquerda enquanto no poder – um dos discursos mais proferidos era o de que se os “inimigos” ganhassem as eleições, o Brasil transformar-se-ia num pais totalitário, sempre citando Cuba e Venezuela como exemplos.

O que seria, então, na cabeça dos seguidores do “Mito”, o Governo Bolsonaro se o desejo dos manifestantes, de fechar instituições democráticas, fosse levado à cabo ?

Muitos não perceberam, outros sabem, mas escondem-se na hipocrisia e na malandragem.

O sonho de Bolsonaro, revelado em dezenas de entrevistas, bem antes de se tornar relevante, confirmadas em gestos claros pós assumir o Governo, sempre foi o de se tornar uma espécie de “Czar” do Brasil, mandando sozinho, sem oposição e, se possível, guilhotinando adversários.

Em verdade, a pauta que o “Mito” sempre ligou às esquerdas sempre foi a sua, com o agravante dele ser, socialmente, ainda bem menos comprometido com as minorias do que os deploráveis ditadores de Venezuela e Cuba.

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