
Recente balanço da Ponte Preta revelou empréstimo de R$ 1 milhão do agente de jogadores, Fernando Garcia, ao clube.
Não é a única agremiação que socorreu-se de sua “generosidade”.
O Corinthians, há muitos anos, toma dinheiro não apenas dele, mas também dos outros intermediários prediletos da gestão: Carlos Leite e Giuliano Bertolucci/Kia Joorabchian.
Eduardo Uram fez muito disso no São Paulo e agora praticamente “arrendou” o futebol do Figueirense.
Em muitos casos, esse tipo de relação financeira costuma encobrir cessão de direitos econômicos de atletas, dados em garantia de pagamento.
Ou seja, em vez de vendê-los diretamente aos agentes, os clubes tramam essa farsa contábil, evidentemente com anuência de presidente e diretor financeiro.
Nada disso ocorreria se não houvesse, também, a omissão dos promotores, que, muitos deles militantes dos bastidores do esporte, fingem nada saber.
Até quando o Ministério Público, também cego, apesar de informado, a diversas outras atividades criminosas da cartolagem, seguirá cúmplice dessa gente ?
Talvez enquanto ingressos, camarotes em estádios, cargos políticos, jantares caros (alguns com estes citados empresários) e demais atrações continuarem a ser, altruistamente, fornecidas.