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Clubes chutam PROFUT e voltam a dar calote em impostos. Corinthians, Cruzeiro e Grêmio lideram

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Luias Paulo Rosenberg, Andres Sanches e Matias Ávila

Era previsto, os clubes mentiam, mas os números oficiais desmentiram: sem punição relevante, dezoito clubes das Séries A e B reincidiram em novo calote a Impostos Federais, mesmo após terem sido perdoados pelo PROFUT.

Cruzeiro, Grêmio e Corinthians lideram o grupo de mal-pagadores.

O levantamento junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi publicado pela FOLHA.

Ante-ontem, em exemplo, o Corinthians, que tem mais de R$ 400 milhões parcelados em 240 vezes no PROFUT (isso porque teve descontos 70% das multas e 40% dos juros, além de isenção dos encargos legais), aprovou as contas de 2018 no Conselho Deliberativo, ocultando, porém, dívida de R$ 171,9 milhões em impostos municipais.

Certamente, os conselheiros não foram informados, também, que, pouco mais de três anos após o Governo ter-lhe facilitado a vida, o Timão voltou a dever, com novo calote, agora de quase R$ 7 milhões.

Acima do Corinthians, na Série A, somente o Cruzeiro, com a administração “sequestrada” por agentes de jogadores, devendo expressivos R$ 17,2 milhões, e o Grêmio, deixando de pagar R$ 9 milhões.

Os demais devedores são:

Passou da hora do Governo punir, exemplarmente, os reincidentes, mas não somente as agremiações, inserindo no pacote de sanções os dirigentes que delas se beneficiam ou apenas prejudicam por absoluta incompetência administrativa.

Antes ainda, cabe aos próprios órgãos de fiscalização dos clube agirem, exigindo explicações e cobrando soluções imediatas para tentar estancar a nova sangria que surge em meio à areia movediça.

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