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DNA nazista pode justificar Bolsonaro pensando em “perdão” ao imperdoável Holocausto

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Em mais uma de suas declarações lamentáveis, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse: “podemos perdoar o holocausto, mas nunca esquecê-lo”.

As reações, por razões evidentes, foram as piores possíveis.

O DNA nazista do atual mandatário da nação, confirmado pelo próprio, em entrevista, tempos atrás, ao CQC, provavelmente deve ter contribuído à distorção de avaliação do mais sanguinário regime do qual se tem provas e relatos na história da humanidade.

Tudo indica, o mesmo princípio aproxima os filhos do Presidente da adoração aos torturadores da Ditadura brasileira.

Disse Bolsonaro ao CQC:

“(…) tem que entender o que aconteceu naquela época (nazismo)… eles tinham um plano de dominar o mundo e impor a sua raça”

“(…) os vencedores em batalha impõem as suas vontades… e o Hitler queria impor as suas vontades…”

“Profissionalmente, ele foi um grande estrategista… quando você tem um general, aqui no Brasil ou em qualquer exército do mundo, aquele general tem que estar pronto para aniquilar outro país, destruir outro país, para defender o seu povo”

“O meu bisavô foi soldado de Hitler… ele perdeu um braço, inclusive, na guerra, né ?”

“Qual o problema ? A minha família são de alemães e italianos…”

“Quando converso com afro-descendentes, quando escuto a questão de cotas, sou radicalmente contra qualquer tipo de cotas, eu pergunto: “sou melhor do que você ?”, o cara diz: “Ah! não”, eu respondo: “então somos iguais… não tenho culpa de ter nascido com o olho azul”

Até o presidente de Israel, Reuven Rivlin,país que Bolsonaro tem bajulado tanto quanto aos EUA, não se conteve e, ontem (13), afirmou:

“Nós sempre iremos nos opor a aqueles que negam a verdade ou aos que desejam expurgar nossa memória —nem indivíduos ou grupos, nem líderes de partidos ou premiês. Nós nunca vamos perdoar nem esquecer.”

Mais difícil do que governar para alguém que, como Bolsonaro, manteve-se irrelevante durante décadas, é esconder, em tempo integral, apesar dos esforços do seu pessoal de marketing, a boçalidade intelectual de toda uma vida, herança de ensinamentos nazistas que serviram de base à devoção àqueles que subjugaram a população brasileira sob (e não “sobre”, como diria o genial ministro Sérgio Moro) a covardia de coturnos enlameados.

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