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Até quando Sérgio Moro se omitirá diante dos desvios de conduta de seus colegas de Governo ?

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Quatro casos recentes indicam bem o comportamento de Jair Bolsonaro e seus principais satélites, antes acostumados ao pouco interesse da imprensa em personalidades que, por anos, sobreviveram no baixo clero.

Se o anonimato proporcionado pela insignificância facilitava pequenas espertezas, ao chegar no poder o grupo de Bolsonaro terá não apenas que prestar contas do que pode ter embolsado como também será vigiado para não cair em novas tentações, típicas e frequentes na vida dos que detém a caneta.

Nestes poucos dias de Governo, evidenciou-se que os que discursavam moralidade não eram, propriamente, as freiras que diziam ser.

Dentro do circulo em que viviam, essa gente não participava, ao que parece, dos grandes negócios (nas mãos de quem possuía, de fato, influência), aceitando, sem contestar ou denunciar, as sobras relegadas à parte inferior da pirâmide.

A grande surpresa para alguns, o que sugere, para outros, uma cada vez mais plausível teoria da conspiração, é o comportamento omisso e pouco combativo do ex-juíz e agora Ministro da Justiça Sérgio Moro, que, diante da fama de “super-herói” implacável, deveria, ao menos, exigir para si explicações dos novos governantes sobre os problemas notórios (alguns com mais provas do que muitos que serviram de justificativa para diversos de seus condenados).

No mundo vendido durante as eleições, se as justificativas fossem inconvincentes, o ex-togado, em sendo verdadeira sua cruzada contra a corrupção, renunciaria.

Mas, pelo que se viu no episódio Onyx, em que Moro aceitou, sem constrangimento, as desculpas pela prática confessa de “Caixa 2” (será que com esse nova denúncia teremos novo pedido ?), as coisas deverão continuar como estão, pelo menos até que Lorenzoni conquiste o terceiro perdão consecutivo, com direito a música no Fantástico.

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