
Desde algum tempo discute-se no exército a possibilidade de intervenção militar no Brasil, mas a falta de coragem, além da incapacidade de, em encontrando adversários, vencer a disputa, tem freado o ímpeto dos comandantes.
Mal treinadas e sucateadas, as Forças Armadas brasileiras teriam dificuldades, em tese, de superar uma utópica resistência da PM de São Paulo (se ambas duelassem com mesmo armamento), quanto mais de países que, por ventura, decidissem interferir para manter a democracia brasileira.
A desastrosa incursão nas favelas do Rio de Janeiro é exemplo recente da incapacidade de atuação.
É por esta razão que, mesmo não morrendo de amores por Bolsonaro, superiores hierárquicos do capitão submetem-se, pelo menos por enquanto, à sua mediocridade, objetivando, tudo indica, utilizá-lo como instrumento para comandar o país.
Não por acaso, todas as exigências para apoiá-lo estão sendo cumpridas: desde a indicação de um general à vice-presidência, até o aceno de militares nos cargos e ministérios mais relevantes de um possível Governo.
O golpe, bem arquitetado, pressupõe também que, com o país dividido, como de fato comprovam as pesquisas eleitorais, Bolsonaro não terá maioria no Congresso, possibilitando, em curto espaço de tempo, provável impedimento.
Confirmada esta possibilidade, assumiria o General Mourão, com perfil autoritário e adepto da tomada do poder pelo militares.
Para suplantar a covardia, o Exército preparou o terreno do ataque à democracia amparado na popularidade dum político boçal, fácil de ser manipulado, que, refém da própria retórica, terá que comer nas mãos das Forças Armadas ou ceder a ela a cadeira presidencial.
Um golpe de mestre, que somente a população brasileira, nos próximos dias, se conscientizada, conseguirá impedir.
Confira abaixo, o General Mourão, ao ser questionado, em dezembro de 2017, sobre intervenção militar, justificando-a, em palestra realizada no Rio de Janeiro: