
Ainda pegando o jeito de como se comportar na gestão de futebol do São Paulo, o ex-jogador Raí acertou ao não percorrer o caminho, midiaticamente, mais fácil para resolver crises em clubes futebol, ou seja, optar por um nome famoso em substituição ao treinador Dorival Junior.
Todos os medalhões alavancados pela mídia foram descartados.
A opção por Aguirre, que, recentemente, fez bom trabalho no futebol argentino, além de conhecedor do meandros do clube – foi atleta tricolor, parece acertada, em todos os sentidos.
O profissional, segundo informações, é estudioso da bola, mais barato do que nomes mais consagrados e luta ainda por espaço relevante no futebol mundial.
Ingredientes interessantes que se contrapõem à mesmice daqueles que, até por conta do hábito do mercado de circular sempre os mesmos profissionais, nas mesmas equipes, acomodam-se quando à frente de elencos ruins e aproveitam-se das facilidades, quando gestores de jogadores mais importantes, sem, porém, fornecerem contribuição relevante para grandes modificações.
Carille, em exemplo, salvou o Corinthians, e seus diretores, com elenco bem mais limitado do que Aguirre receberá no Tricolor.
Oswaldo de Oliveira e Cristóvão, nas mesmas condições, fracassaram.
Assim como Dorival Junior, no São Paulo.
Raí é o novo, esperança, inclusive, de renovação ética na cartolagem, que precisa blindar o novo treinador dos hábitos e mesmices representados por Leco e demais cardeais Tricolores, estes sim responsáveis por uma das décadas menos relevantes da história de um clube tri-campeão mundial.