
“Por isso que eu brigo muito pela igualdade de treinamento, de trabalho e de respeito. Eu falo para trabalhar de forma igual com todos porque você não vai conseguir contar com aqueles que são considerados os melhores o tempo inteiro.”
“Aí, quando você ligar para o quarto às 3h da tarde para dizer que o jogador vai jogar, como foi o meu caso contra a França… Não joguei nada.”
“O Parreira não teve nem a coragem de me dizer na véspera do jogo que eu iria jogar. Mas isso é passado”
(JUNINHO PERNAMBUCANO em programa da SPORTV)
O comentarista Juninho Pernambucano, nesta semana, demonstrou mágoa com o ex-treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, por episódio ocorrido nas quartas de final da Copa do Mundo de 2006.
“Aí, quando você ligar para o quarto às 3h da tarde para dizer que o jogador vai jogar, como foi o meu caso contra a França… Não joguei nada.”
“O Parreira não teve nem a coragem de me dizer na véspera do jogo que eu iria jogar”
Seria melhor repensar.
Subtende-se, por razões evidentes, que todos os jogadores convocados para uma Copa do Mundo deveriam estar disponíveis, e preparados, a qualquer momento, para servi-la, mesmo no caso em que o treinador decide, em cima da hora, utilizá-lo.
Quantos atletas, entre os que estiveram no elenco de uma Seleção que disputou mundial, mas que, por opções diversas, nunca entraram em campo, sonharam com a oportunidade proporcionada por Parreira a Juninho Pernambucano ?
Ronaldo “Fenômeno” campeão mundial de 1994… Kaká em 2002… campeões do banco de reservas…vários são os exemplos.
Ao justificar a própria ineficiência, embasada em frágil argumentação, por conta de uma decisão técnica que Parreira tinha o direito de exercer, onze anos após o fato ocorrido, é comportamento que talvez explique as razões do ex-jogador não ter trilhado, na Seleção Brasileira, o mesmo sucesso obtido em gramados franceses.