
Frequentador assíduo das finais da Copa São Paulo (na última foi campeão), o Corinthians, inexplicavelmente, quase nada acrescentou deste trabalho à equipe principal.
Em regra, quando não negociados antes de profissionalizarem-se, as promessas acabam encostadas.
O torcedor do clube, inteligente, já percebeu que boa parte do que existe de melhor na base alvinegra está loteada à dois grupos de empresários, Giuliano Bertolucci/Kia e Fernando Farcia/ART, por vezes com a participação de ‘prepostos” úteis, entre os quais o inqualificável André Campoy.
Entrevista do jogador Giovanni (ao UOL), que foi campeão mundial, ainda menino, no banco do Corinthians de 2012 (treinado por Tite) é absolutamente esclarecedora, tanto no que diz respeito aos procedimentos do submundo reinante no Parque São Jorge, quanto às equipes habitualmente utilizadas para esconder as sacanagens da direção alvinegra (são citadas a Ponte Preta e o Tigres/RJ – que tem um deputado ligado a Andres Sanches que até patrocínio fajuto ajudou a colocar na camisa do Timão).
Abaixo, os principais trechos:
“Não consigo entender o empréstimo de 2013 para a Ponte Preta. Eu jogava no (Campeonato) Paulista, fui para a seleção no Torneio de Toulon e quando voltei tinha três propostas e me disseram que eu precisava escolher uma das três. O pessoal me disse que era para eu ter uma experiência e dar uma rodada. Eu escolhi a Ponte Preta e depois não tive a oportunidade de voltar”
“Em 2015, o Atlético-PR fez uma proposta de compra e o Corinthians não aceitou. Eu não era aproveitado e não quiserem me vender. Me obrigaram a ir jogar no Tigres-RJ (ano passado). Eu tinha outras propostas e praticamente fui obrigado. Se eu não fosse, terminaria meus sete meses ou oito meses que tinha de contrato apenas treinando em separado. Me disseram ‘ou vai para o Tigres ou treina separado’, então fui para lá. Eu tinha proposta do Campeonato Paulista, de quatro ou cinco clubes, tinha do futebol paranaense e do goiano.”
O agente de Giovanni – que hoje está no São Bento – à época do Corinthians era Giuliano Bertolucci, citado pelo MPF como preposto de Kia Joorabchian, que somente fecha negócios, no alvinegro, em sociedade com o deputado federal Andres Sanches (PT).