Consagrando uma campanha absolutamente regular, o Palmeiras nem precisava, mas venceu a Chapecoense por um a zero, na Arena Palestra, sagrando-se Campeão Brasileiro pela quinta vez em sua história.
Um golaço de Fabiano, encobrindo o goleiro, ainda na primeira etapa.
O clube possuí outros quatro torneios reconhecidos, politicamente, pela CBF como se fossem campeonatos brasileiros.
As grandes marcas da conquista são: o trabalho de Cuca, que soube tirar leite de pedra (equilibrando o desempenho de um elenco, se tanto, mediano) mesmo quando todos (inclusive este jornalista) duvidavam; o talento de Gabriel Jesus, que, nos próximos anos, deverá se tornar um dos melhore atacantes do planeta e a persistência jurássica de Zé Roberto (42 anos), um jogador admirável, dentro e fora das quatro linhas.
Brilhou também o goleiro Jailson, improvável contratação que vingou, aos 35 anos, sem nunca antes ter obtido sucesso na carreira, com a responsabilidade de substituir Fernando Prass, ídolo palestrino.
Coisas do futebol.
Ambos foram homenageados, aos 45 minutos, com a saída do primeiro, ovacionado pela torcida, para a entrada do segundo, voltando de contusão.
Daqui por diante, detentor do mais relevante título nacional, os desafios do Palmeiras se ampliam, agora sem Gabriel Jesus, objetivando uma Copa Libertadores que há tempos não conquista e, por que não, a participação, ao final de 2017, do Mundial de Clubes, único título ainda que falta da gigantesca sala de troféus palestrina (apesar de alguns considerarem o torneio amistoso denominado “Copa Rio de 1951”, como tal).
Mas isso é coisa para se pensar a partir de amanhã, porque hoje é dia de comemorar, sair às ruas e gritar, com enorme justiça, “é campeão!”.
