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Balanço revela caos nas reprovadas contas de Modesto Roma Junior, no Santos

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Contas do Santos, na administração Modesto Roma Junior, recentemente reprovadas pelo Conselho Deliberativo, tornaram-se públicas após publicação do balanço alvinegro nos principais jornais do país.

E são alarmantes.

O clube tomou R$ 58.725.000,00 em empréstimos durante o exercício 2015.

R$ 25.141.000,00 com o BCV, a 1,60% ao mês; R$ 7.960.000,00, também com o BCV, a 0,67%; R$ 6.932.000,00 da Federação Paulista de Futebol, a 1,50%; R$ 6.218.000,00 do Itaú, a 2,10%; R$ 5.517.000,00 do BCV, a 0,75%, R$ 2.511.000,00 do Itaú, a 2%, R$ 2.509.000,00, novamente do Itaú, a 2% e R$ 998 mil da Lecco CFI, a 2,21%.

Provisionado para ações trabalhistas (perdas tratadas como certas) estão R$ 20.650.000,00, além de R$ 14.275.000,00 para causas cíveis diversas.

O clube deve ainda:

Especificado como “Despesas com negociações de atletas”, em verdade comissionamento para intermediários, o Santos pagou R$ 6.747.000,00, mesmo quando, em alguns casos, o jogador chegou sem custos ao Peixe.

Das dívida especificadas acima, a auditoria externa anotou que não há comprovação adequada para pagar DOYEN SPORTS, TEISA E DIS.

Somente a contratação de Leandro Damião, segundo o documento, impactou, isoladamente, em aumento de R$ 20 milhões nas despesas do clube.

O deficit, na gestão Modesto Roma Jr., foi de R$ 78.1 milhões, elevando o passivo para R$ 280,5 milhões.

No início de 2015, seis atletas saíram do Santos e ingressara com ações trabalhistas que podem gerar desfalque de R$ 83,6 milhões (somente nestes casos).

Há ainda 2 milhões de Euros, depositados pelo Barcelona em juízo, pelo fato de Neymar ter chegado à final da disputa da Bola de Ouro da FIFA, que somente terão seu destino revelado impasse da obscura transação de Neymar for, definitivamente, resolvido na Justiça, o que deve demorar ainda alguns anos.

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