Ícone do site

A obscura negociação de naming-rights do Corinthians

Anúncios

Bicheiros, negociatas, documentos falsos: saiba como V(W)anderlei(y) Luxemburgo está pegando dinheiro do Flamengo

Há alguns anos, desde que foi anunciada a construção do estádio em Itaquera, os dirigentes do Corinthians, a quem o empreendimento foi destinado, dizem estar “por um fio” de fechar o acordo de “naming-rights”.

O tempo passou, e, tirando um início de conversa com empresa de aviação em Dubai, prontamente rechaçada pelo potencial comprador após o ex-presidente do Timão, Andres Sanches (o negociador do clube), exigir pagamento de 20% de comissão, nada de concreto existiu.

Em desespero (parcelas do BNDES começam a atrasar e a CAIXA (intermediadora do empréstimo) pode, de fato, requerer o direito de administrar o estádio), na falta de interessados, uma empresa está sendo criada (tratada como fundo), com o auxílio de dois grupos de publicitários, que arrecadaria dinheiro sem origem especificada, nem objetivo claro revelado.

A negociação causa ainda mais estranheza por algun pontos específicos:

Na metade dos anos 2000, endividado, o Corinthians aceitou associar-se a um grupo de “investidores”, denominado MSI, que apresentava-se com um gestor iraniano, segundo informações publicadas na mídia, tratado nos EUA como “ator de negócios”, com apresentação de três nomes e identidades diferentes, que o MPF, em relatório, afirmou ser esquema de lavagem de dinheiro da Máfia Russa, sem questionar a origem de recursos, nem preocupar-se com o histórico de quem seriam, de fato, os bolsos envolvidos no negócio.

Deu no que deu.

Nos próximos dias, espera-se, no mínimo, em sendo verdadeira a informação de que, desta vez, os “naming-rights” serão acordados com o Corinthians, que a lição tenha sido aprendida, e seus conselheiros ajam como fiscalizadores, não como claque de outra tragédia anunciada.

Vale lembrar que o negócio precisa, antes de assinado, passar pela obrigatória aceitação da CAIXA (o dinheiro, segundo contrato, terá que ser repassado integralmente ao BNDES – razão pela qual desconfia-se, ainda mais, da utilização da OMNI (único dinheiro passível de desvio) nas tratativas), que, em tempos de “Lava-Jato” deverá agir com alguma cautela.

Facebook Comments
Sair da versão mobile