
Por SENADOR ROMÁRIO
Imaginem se vocês fossem convocados para analisar as contas de determinada instituição, mas, apesar disso, vocês não tivessem acesso aos dados necessários para o julgamento.
Foi isso que a CBF tentou fazer na assembleia geral convocada para esta segunda-feira. A Justiça do Rio, no entanto, suspendeu o evento. “Não soa razoável que se convoque os associados para apreciar e julgar determinado assunto e não lhes dê oportunidade de conhecer a fundo as circunstâncias”, ponderou o juiz Paulo Assed Estefan. A justiça foi provocada pelo presidente Federação de Santa Catarina, Delfim Peixoto, que não conseguiu acesso ao balanço da instituição de forma detalhada.
Mesmo sob constante suspeita, a prática da CBF é mostrar os dados de forma resumida. Desta forma, eles podem maquiar os números da maneira que lhes é conveniente. Os números que a CBF tenta esconder interessam às federações, aos clubes, aos torcedores e aos patrocinadores e devem estar disponíveis para livre acesso.
O que a CBF tenta esconder?
Certamente o que todos já sabemos: falcatruas, benefícios indevidos e possíveis desvios.