
Quase três meses após fechar negócio com a equipe chinesa do Beijing, o volante Ralf, ex-Corinthians, enfim foi inscrito na Federação local.
Porém, a documentação revela alguns desvios de conduta.
Mesmo sem vínculo com o Corinthians desde o final de 2015, é o nome do clube que aparece na documentação como negociador, apesar dos próprios dirigentes alvinegros afirmarem que o volante “pagou de seu próprio bolso” a liberação.
Outro fato, ainda mais grave, e que se enquadra nas investigações do MPRJ sobre a facilitação do Departamento de Registros da CBF ao empresário Fernando Garcia, sócio de Andres Sanches, além de irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga, é a inversão de procedimentos efetuados.
O correto seria a Confederação Chinesa solicitar a inscrição à CBF, receber a documentação, para depois inseri-lo no TMS da FIFA, oficializando a contratação.
No caso de Ralf, a Casa Bandida, fomentada pelo empresário, antecipou-se, em 23 de fevereiro, ao registrar uma transferência até então não solicitada (o que ocorreu apenas três dia depois), em flagrante irregularidade.

