Em 2011, a WTORRE, neófita no assunto, anunciou a empresa AEG como gestora da Arena Palestra Itália, parceira, portanto, da Real Arenas (que teve 4 pedidos de falência em 2015), criada pela construtora para cuidar da operação financeira do negócio.
O contrato assinado é de dez anos, com opção de renovação por mais 20, complementando os 30 anos de acordo de Walter Torre Junior com o Palmeiras.
A AEG, ao contrário da construtora, tem larga experiência com gestão esportiva.
É a proprietária, por exemplo, de diversas equipes de hóquei nos EUA e Europa, de basquete, com participação acionária, inclusive, no lenadário Lakers, da NBA, de futebol, como o Los Angeles Galaxi e o Houston Dynamo, ambos americanos, o Hammerby, da Suécia, além de possuir um estádio na Califórnia, o Home Depot Center, que serve como CT da Seleção dos Estados Unidos.
Porém, passado um ano e meio do início da parceria com a WTORRE, a AEG juntou-se a outros credores da empresa, e ameaça romper o acordo, segundo revelou o jornal Valor Econômico, em sua edição de ontem.
São R$ 4 milhões devidos, até o momento.
Ficam evidentes as razões do número de eventos (responsabilidade da AEG) ter minguado na Arena nos últimos meses, e a varzeana solução encontrada pela WTORRE (que prejudica o gramado do estádio), de alugar a Arena para jogos de futebol corporativos e até formaturas de Faculdades.
Mais do que a questão financeira, da qual a construtora não consegue, há anos, se livrar, a debandada da AEG pode significar imensa perda de qualidade na gestão do estádio, que, certamente, atingirá o Palmeiras (sabe-se lá com quais consequências) e seu apaixonado torcedor.
