
O Corinthians estreou dando vexame, ontem, no Mundialito de futebol de areia, ao ser goleado pelo Fluminense por impiedosos sete a dois.
Flamengo, Vasco, Barcelona, Levante, Sporting e Al Ahli também disputam o torneio.
Mas o grande detalhe, que chamou a atenção de alguns torcedores, foi o patrocínio utilizado pelo clube de Parque São Jorge em seu uniforme: a “Kalunga”.
Num evento transmitido pela SPORTV (todos os jogos) e pela BAND (final), ou seja, com boa exposição midiática, dispensar os patrocinadores oficiais para inserir a marca de uma empresa que tem um conselheiro alvinegro, Paulo Garcia, como proprietário, merece explicações.
Primeiro porque o ato, em si, fere o estatuto do Corinthians, que proíbe qualquer relação comercial entre as partes (conselheiros e clube).
Depois pelo fato, nada transparente, do acordo não ter sido anunciado previamente.
Ninguém sabe, por exemplo, quanto, muito menos a quem a empresa pagou pela utilização do importante espaço.
Por fim, resta saber se os patrocinadores oficiais, aqueles que não pagaram barato para expor o nome na camisa do Timão, estão satisfeitos com a situação, aparentemente enganados, para que o deputado Andres Sanches, que é o presidente, de fato, do clube, beneficiasse, em detrimento aos caixas alvinegros, àquele que doou mais de R$ 600 mil à sua recente campanha, pessoal, ao parlamento.
