“Sozinho você faz mais rápido, mas dividindo você vai mais longe”.
A frase acima, publicada pelo ex-diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, indiciado por crime fiscal enquanto no exercício do cargo, no Parque São Jorge, sintetiza, magistralmente, o jeito de agir de uma diretoria da qual foi peça fundamental.
Talvez, implicitamente, seja até um aviso a quem, apesar de fazer parte do mesmo grupo, o chutou do poder.
De fato, “dividia-se” muito nas gestões Andres Sanches e Mario Gobbi, porém, cabia a Corrêa maquiar, no balanço, as irregularidades.
Quase todos foram “mais longe” após ocuparem cargos, oficialmente, não remunerados no Parque São Jorge.
O próprio Raul, que era dono de uma minúscula RCS, ingressou como proprietário da enorme BDO, de tantos e tantos relatórios e pesquisas cercadas de suspeição.
De “laranja” de empresas golpistas, o ex-presidente Andres Sanches tornou-se Deputado Federal, carregando consigo, para o gabinete, a turma que, com ele, aprontava nas categorias de base do clube, e que também melhoram, bem, na vida financeira.
Apesar de que, as últimas notícias estejam dando conta de que “ir mais longe”, no caso de alguns, pode ser também a derrocada perante exageros criminosos que, antes da vida pública, eram mais fáceis de serem encobertos.
