Na primeira partida da final do paulistinha, disputada numa Arena Palestra lotada, mas com piso deplorável, o Palmeiras venceu o Santos por um a zero, e joga agora por um empate para conquistar o título do torneio.
O jogo começou equilibrado, com as equipes cautelosas, tocando muito a bola, mas sem criar jogadas importantes de ataque.
Vitima do péssimo gramado da Arena Palestra, aos 17 minutos, Arouca se contundiu e deu vaga a Cleiton Xavier, preocupando um Palmeiras que entrou em campo reforçado pela ausência de Valdivia.
Apos os 25 minutos, o Palmeiras adiantou um pouco mais a equipe e o jogo ficou movimentado.
Não tardou para, aos 29 minutos, após grande jogada pela direita, Leandro Pereira, aproveitando cruzamento, com oportunismo, abrir o marcador.
Empolgado, o Palmeiras terminou a primeira etapa mandando no jogo, enquanto o Santos, que criou oportunidade apenas numa bola parada de Lucas Lima, aos 43 minutos, claramente, sentiu o baque do gol sofrido.
Em jogada polêmica, aos 44 minutos, Geuvânio calçou Rafael Marques, e a Arena inteira pediu pênalti, com aparente razão.
Na volta do intervalo, ambos os treinadores, Marcelo Ferreira e Oswaldo de Oliveira, foram surpreendidos com a comunicação de que estavam expulsos por reclamação.
Aos 10 minutos, quando o Santos tentava empatar a partida, a arbitragem inventou pênalti de Paulo Ricardo em Leandro (a falta aconteceu fora da área), e ainda expulsou o atleta do Peixe.
Quatro minutos de reclamações depois, o “genial” Dudu, com alguma máscara, bateu mal, e a bola pegou no travessão.
Com um jogador a mais, Gabriel Jesus entrou no lugar de Leandro Pereira para manter o Palmeiras aceso no ataque.
Porém a equipe de Palestra Itália, mais preocupada em manter a pequena vantagem do que ampliá-la, cedeu espaço ao Peixe, que, mesmo com dificuldades, tentava empatar.
No final, a vitória palestrina, apesar de deixar o Verdão em situação de vantagem, não foi de toda ruim, devido às circunstância, para um Peixe que apostará tudo, com boas chances, no jogo de volta.
