Publicamos, ontem, que a negociação do zagueiro Cleber, do Corinthians para o Hamburgo, da Alemanha, está sendo investigada pela FIFA por fraudes diversas em seus procedimentos.
FIFA investiga e pode punir Corinthians por fraude em transação do zagueiro Cleber
Entre os problemas, além do clube brasileiro se declarar, oficialmente, dono dos direitos econômicos do jogador, mas pedir para que o pagamento fosse efetuado em conta de terceiros, está também a acusação de conluio em falsificação de documentos.
Em 27 de agosto de 2014, data oficial da transferência do jogador, a ELENKO SPORTS LTDA, que tem como proprietário majoritário o conselheiro alvinegro FERNANDO GARCIA (foto, com Paulo Garcia e Andres Sanches, no final do ano, em Miami), com 50%, além doutros dois sócios recém saídos, em litígio, da DIS, Guilherme Miranda e Thiago Ferro, com 25% cada, sequer existia.
Documentos obtidos com a JUCESP, comprovam que a data de constituição da empresa se deu em 30/10/2014, apesar do início das atividades ter se dado 15 dias antes.
Ou seja, dois meses após o clube de Parque São Jorge te-la indicada, oficialmente, para receber parte dos R$ 10,5 milhões da transação.
Há, portanto, a comprovação de que o Corinthians mentiu não apenas para a FIFA, mas também ao Hamburgo, e, principalmente, a seus torcedores e associados.
Não se sabe ainda como terminará a apuração da FIFA sobre o caso, nem que sanções – se houverem – serão tomadas, mas existe o risco não apenas desta negociação, mas também doutras (a diretoria alvinegra concedeu diversos percentuais de jogadores, e comprou outros, da até então inexistente empresa) sejam consideradas irregulares.
Faz-se necessário, por razões óbvias, que a nova diretoria do clube, apesar de ter entre seus gestores gente que participou ativamente dos negócios, explicar, ao menos internamente, as incongruências, desencontros e faltas de verdade explicitadas nas transações do clube com a empresa de Fernando Garcia (que prometeu, no dia das eleições, se desligar do Corinthians na segunda-feira, mas ainda não cumpriu).
Até porque, em comprovada a falcatrua, livraria o Corinthians de obrigações financeiras que, por razões óbvias, efetuadas com documentos fajutos, não mais teriam razão para serem cobradas.

