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A necessidade de uma reforma eleitoral no Corinthians

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citadini e osmar

Não é por acaso que as eleições do Corinthians, invariavelmente, possuem número semelhante de comparecimento de votantes, em torno de 3.200, que se repete, pleito a pleito.

Recente levantamento indicou não apenas a existência de 686 associados com mais de 100 anos (obviamente a grande maioria formada por mortos), mas um número ainda mais preocupante, e pouco notado por ambos os grupos, de 70% de aptos a votar na casa dos 70 anos ou mais.

Grande parte destes, sócios remidos sem o hábito de frequentar o clube, que, até pela idade avançada, dificilmente o fariam apenas para participar de eleições.

Ninguém precisa possuir grandes conhecimentos matemáticos para entender que os 30% restantes perfazem exatamente a média dos que tem comparecido no clube para votar.

Sempre os mesmos, com uma outra outra alteração.

Ou seja, se o sistema eleitoral alvinegro não mudar, pouca ou quase nenhuma chance haverá de existir a saudável alternância de poder, evitando que os vícios dos que se perpetuam possam atingir, negativamente, o cotidiano administrativo e social do Corinthians.

Esta é a bandeira que a nova oposição, agora liderada por Roque Citadini, deveria carregar nos próximos anos, trabalhando para evitar que um clube da grandeza do Corinthians, com milhões de torcedores apaixonados, permaneça refém de um sistema propício para que sempre o mesmo grupo de ‘companheiros” permaneça no poder.

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