Desde 2007, quando a gestão Dualib caiu em desgraça, o grupo “Renovação e Transparência” tem encontrado facilidade para vencer eleições no Parque São Jorge.
Nos bastidores, o trabalho de vincular todo e qualquer nome a ser lançado aos pleitos alvinegros com o de Andres Sanches (popular com a torcida), assim como ocorre com o PT de Lula (adorado pelos ‘bolsistas” brasileiros) até então estava dando resultado.
De pouca expressão no Parque São Jorge, Gobbi foi eleito dessa maneira.
Esperava-se, até com alguma soberba, o mesmo resultado com Roberto “da Nova ” Andrade, ainda menos relevante.
Porém, alguns fatores acabaram por mudar o que, na cabeça dos situacionistas, era dada como vitória certa, favas contadas, entre os quais a divisão entre “gobbistas” e “Andresistas”, introduzindo no grupo, pela primeira vez em oito anos, o medo real de perder as eleições.
Além disso, o candidato escolhido, Roberto “da Nova”, era muito pior do que se esperava, não consegue se expressar com clareza (a campanha, de fato, é feita pelo vice, André Negão, que possui altíssima rejeição entre associados), e é refém, ainda, dos equívocos e maus-feitos de sua passagem na diretoria de futebol.
Por fim, o adversário, que se esperava fosse o mesmo das vezes anteriores, foi trocado por um nome mais forte, absolutamente identificado com o clube, e, principalmente, muito mais arrojado na condução da campanha.
Citadini está a todo momento na televisão, na internet, no rádio e, em vez de partir para ataques pessoais, tem espalhado por todos os cantos que comparece, propostas claras e reais de mudança de rumo na gestão alvinegra.
Enquanto isso, deitado em berço esplendido, e até por isso, sob a sombra de um Andres Sanches hoje mais preocupado com a política de Brasília do que a do Parque São Jorge, Roberto Andrade não se preparou para o combate.
Hoje o candidato situacionista sequer planejou o que falar, seja pela falta de propostas (ninguém sabe, até então, o que pretende) e também a extrema dificuldade de encontrar razões, reais, para atacar um adversário que passou quatro anos na diretoria de futebol sem ao menos uma insinuação de desvio de conduta.
A eleição ficou difícil para a sempre confiante chapa “Renovação e Transparência” que, pela primeira vez, avalia, internamente, a possibilidade de derrota.
