Ontem, logo após o debate de candidatos a Presidente do Brasil, realizado pelo SBT, em associação com UOL e rádio Jovem Pan, tivemos mais um lamentável episódio da história política brasileira.
Nem entraremos no mérito do desempenho dos protagonistas, apesar de que poucos tenham dúvidas da parte vitoriosa, mas, por obrigação com a verdade, trataremos o episódio da entrevista da presidente Dilma Rousseff exatamente como aconteceu, não da maneira temerosa noticiada pela maioria da imprensa.
É subestimar a inteligência do consumidor de notícias colocar nas manchetes dos principais meios de comunicação que a petista “passou mal”, ou teve “queda de pressão” enquanto falava com a repórter do SBT.
As imagens são claras: Dilma nitidamente mentiu.
A presidente aproveitou-se de uma deixa da jornalista, que, constrangida com a evidente “pane” de raciocínio da candidata, abriu-lhe, sem intenção, ao questioná-la sobre possível mal-súbito, as portas para a fuga de um momento difícil.
Totalmente acuada, letárgica, até, Rousseff abraçou a ideia, como quem segura na mão salvadora em meio a inevitável queda de um penhasco.
Segundos depois, como num passe de mágica, a candidata levantou-se de uma cadeira que sequer esquentou, numa estabilização de pressão arterial digna de indicação ao “Guiness Book”, encontrando ainda disposição para se irritar com o final do tempo da entrevista, expressada em resposta e olhar atravessados para a entrevistadora.
Uma farsa, mal interpretada, com o intuíto de minimizar a clara inabilidade de oratória da petista.
Ficou muito pior a emenda do que o Soneto.
Porém, se a imprensa medrou ao comentar o caso, com a desculpa de não poder avaliar o caso sem parecer médico – prática não adotada em diversos comentários de assuntos diversos (Valdivia, do Palmeiras que o diga, por exemplo) – o público, atento, repercutiu com verdade, nas mais diversas mídias sociais, os fatos que nem os partidários do PT, claramente ruborizados, conseguiam defender.
Mais do que um vexame, ficou a certeza da encenação, que, desmascarada em reta final de campanha, acaba por ter enorme peso, negativo, na avaliação do eleitorado.
