“O que parece bom, a gente mostra, o que pode incomodar, esconde”, este é o lema de Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, no que diz respeito às notinhas que envia à imprensa sobre acordos firmados entre o clube e seus parceiros.
Nem sempre com a participação do marketing, como no caso específico da renovação com a Nike.
O grande exemplo disso é o fato de ninguém da mídia ter sido notificado da renovação de contrato do clube com a polêmica Poá Textil, ligada umbilicalmente ao dirigente.
Uma relação tão problemática que após a exposição de seus “problemas”, obrigaram a empresa a trocar de nome, de “Poá” para “SPR”.
Inusitado para quem, após negócios de sucesso, deveria firmar a marca no mercado.
No caso da Poá, ou SPR, a situação é bem diferente, com a demonstração clara de que quanto mais se esconder a empresa, melhor para os negócios.
Por exemplo, não se sabe, até o momento, quais os valores e tempo do novo contrato com o Corinthians, muito menos se houve alterações de clausulas.
Conselheiros do clube não foram informados, nem mesmo a imprensa.
Essa é, sem dúvida, a grande “caixa preta” do departamento de marketing do Corinthians, quase imexível, e que, além dos mistérios já citados, ainda concorre com a empresa oficial do clube, a Nike, fabricando e vendendo camisetas de baixa qualidade, algumas “piratas”, a preço impossível de ser atingido pela concorrente.
Um procedimento que cria danos à imagem do clube, beneficiando alguns poucos, retirando ainda receita que poderia ser maior com a autorização apenas da empresa principal de negociar produtos licenciados do Timão, que, numa evidente concorrência desleal de preços, acaba por faturar menos.
Porque, diferentemente do que ocorre com a “Poá”, não se tem notícias na Nike de produtos entregues sem nota fiscal ou com notas de empresas terceiras, situação esta que inviabiliza o controle do Corinthians sobre seus recebíveis.
