
Enquanto o circo pega fogo na CBF um de seus principais “artistas” mantém-se num silêncio absolutamente estratégico.
Para não dizer, temeroso.
Trata-se de Andres Sanchez, ex-presidente do Corinthians.
Nos bastidores, acompanhado de semelhantes, articula para que os interesses de gente que faz mal ao esporte sejam preservados, mas não tem coragem de expor publicamente suas opiniões.
Sabe que muito pior do que possuir telhado de vidro é não ter telhado algum, dificultando, e muito, qualquer defesa que possa ser feita em ataques de adversários.
Dirigentes de federações e seus políticos, assim com o ex-dirigente corinthiano, estão ávidos pelo poder.
Muitos deles, apesar dos problemas com o caráter, conseguem explicar a origem de algumas de suas rendas.
E Andres Sanchez, como reagiria, sob pressão, ao ter que ocultar suas origens, fontes de receita, e tudo mais, para setores da imprensa ligados a muitos de seus desafetos ?
Quanto tempo resistiria ?
Porque, diferentemente do que se viu em sua gestão no Corinthians, em que jornalistas temiam afrontar o mandatário do clube mais popular de São Paulo, e se calavam, na CBF, com todos lutando pelo mesmo pedaço de carniça, as coisas seriam bem diferentes.
Motivo pelo qual o silêncio do dirigente nada mais é do que uma maneira de não bater de frente com pessoas que podem trazer à tona tudo o que lutou – e pagou – para não ser revelado.