
A reação espontânea do jogador Barcos, perante uma atuação circense de um jornalista da Rede Globo, deve servir de exemplo para muitos colegas de profissão.
Há de se escolher – e a Globo já o fez – entre praticar jornalismo ou entretenimento.
E, no lugar de entrevista coletiva, em que os atletas evidentemente não estão respondendo questões por livre e espontânea vontade, o profissional de imprensa deve se portar com o tal.
Lugar para ser “engraçadinho” é o que não falta, e programas voltados para isso, também.
Muitos atletas, por vezes, caem nessas pegadinhas sem graça, e fingem gostar, temerosos de serem vítimas de perseguições posteriormente.
Com tantos assuntos a serem tratados e questões a serem esclarecidas, e o jornalista “João Sorrisão”se dá ao direito de “brincar” com quem nem ao menos foi apresentado, demonstrando o nível pobre da cobertura esportiva nacional.
Sem conteúdo, e pouco se importando em esclarecer a verdade, preocupada apenas em criar factóides que possam, eventualmente, transformar o mundo esportivo e, por vezes, o submundo, no “global” Pais das Maravilhas.