Conversamos, durante o dia de ontem, com especialistas nas leis que regem os servidores públicos, que nos alertaram para um possível impedimento do delegado Mario Gobbi, caso consiga ser eleito presidente do Corinthians.
“O Gobbi não poderá tomar posse, e ele sabe disso. Pela Lei, teria que se afastar de suas funções numa licença especial de 2 anos, não remunerada, que não é concedida com tanta facilidade assim.
“Observando o Diário Oficial, constato que, até o momento, o Dr. Gobbi conseguiu uma licença prêmio, remunerada, de três meses, portanto, absolutamente irregular para suas pretensões.”
Em sendo corretas as afirmações acima, mesmo se Gobbi conseguisse a tal licença de dois anos, sem receber salários, entraria num novo dilema.
Como se manter num cargo sem remuneração se estaria, por dois anos, sem receber salários por seu trabalho de delegado ?
Pois é.
E, digamos que seja eleito, e não consiga a tal licença, como ficaria a situação política do clube ?
Seu vice-presidente, Luis Paulo Rosenberg, teria que assumir a presidência, mesmo com as irregularidades e suspeitas públicas que cercam sua conduta profissional, como no caso recente do banco Pan-Americano ?
Seria essa a intenção oculta dos atuais dirigentes alvinegros, sabedores de que uma eleição de Rosenberg, com o voto dos associados, tem ainda mais rejeição do que a do delegado ?
Muitas são as dúvidas, que precisam ser esclarecidas, com urgência, um dia antes do início do pleito alvinegro.
