
É inegável que o Corinthians conquistou o Campeonato Brasileiro de maneira justa, realizando a melhor campanha do torneio.
Pode-se discutir o futebol apresentado, mas não a eficiência de um grupo que soube entender suas limitações e jogou para suplantá-las, mérito este que deve ser creditado, indubitavelmente, ao treinador Tite.
Outro que também não agrada a todos, mas que, dentro de sua maneira de ver futebol, conseguiu tirar do Corinthians um desejo incontrolável, quase amador, de vencer o campeonato.
Temos também a belíssima campanha realizada pelo Vasco da Gama, fruto de diversas superações de um grupo iluminado de jogadores, que soube transformar as dificuldades em estímulo para os diversos momentos – emocionantes – de vitórias.
Não há um amante de futebol que não tenha sentido orgulho de ver a entrega com que os comandados de Ricardo Gomes, mesmo após sua ausência, se portaram.
Mas, tanto Corinthians, quanto Vasco da Gama são vítimas de administrações marcadas por atos de corrupção e incompetência.
E, mesmo assim, sabedores de tudo, seus profissionais de futebol souberam separar o que acontece fora de campo, levando ao vestiário motivação suficiente para as conquistas.
É o que deve acontecer também com os torcedores.
Exaltar quem deve ser exaltado, jogadores, comissão técnica, etc.
Porém, não esquecer, nem deixar que peguem carona no sucesso, aqueles que tanto contribuíram para que ele não acontecesse.
Desde Andres Sanchez e suas mais de 170 contratações – com mérito de ter mantido o treinador – quase todas por motivos que nada tem a ver com critérios técnicos, além de outras falcatruas, até Roberto Dinamite, participe de um esquema que desviou dinheiro do clube à paraísos fiscais.
Se, com gestões tão complicadas, Corinthians e Vasco da Gama conseguiram chegar ao topo, o que não fariam se tivessem gente séria em seus respectivos comandos ?