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E 2 a 1 foi pouco na Vila

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Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.uol.com.br/

Quando o clássico chegou ao setimo minuto na Vila Belmiro com menos torcedores do que merecia (só 9 mil), já estava claro quem eram os candidatos a heróis e a vilões.

Paulo Henrique Ganso botou duas vezes seus companheiros na cara.

Na primeira, Neymar se assustou com a segura saída de Felipe.

Na segundo, afobado, Roberto Carlos fez pênalti em Marquinhos, Neymar titubeou na cobrança e Felipe defendeu.

Como tirou, 10 minutos depois, o pão da boca de Arouca.

O Santos dava um baile no Corinthians e Mano Menezes se limitava a reclamar da arbitragem.

Até que, aos 25, quase que Dentinho fez um golaço de bicicleta, coisa que o outro goleiro Felipe evitou.

Seria um lindo gol, mas não seria justo.

Justiça se fez, aos 36, quando Neymar virou em cima de Alessandro, da marca do pênalti, para fazer 1 a 0.

O menino limpava sua barra com louvor.

E o baile continuava, porque Pará perdeu chance clara logo depois.

Para o segundo tempo o time da capital voltou com Jucilei e Moacir nos lugares de Ralf e Alessandro.

O da praia ficou como estava.

Moacir, logo em sua segunda falta em Neymar, levou seu primeiro cartão amarelo.

Impotentes e dominados, os corintianos só reclamavam, porque também Roberto Carlos, William e Tcheco tinham levado cartões, todos corretamente, diga-se de passagem.

Enquanto os alvinegros de São Paulo reclamavam, os de Santos, jogavam.

E jogavam fácil.

Marquinhos, que já tinha dado o passe do primeiro gol, enfiou de trivela na medida, no peito de Neymar, que achou André no meio da área, para sair o 2 a 0 que a superioridade dos anfitriões justificava.

Pará se machucou e saiu para Germano entrar.

Daí, aos 23, Ronaldo fez sua primeira e única jogada e, pela esquerda, deu para Dentinho chutar na trave, pegar o rebote, e diminuir: 2 a 1.

Em seguida, irresponsavelmente, Moarcir deu um carrinho criminoso em Marquinhos, levou seu segundo cartão amarelo e foi expulso.

Como foi expulso, por simulação de pênalti, Roberto Carlos, a segunda expulsão em clássico, ele que deveria ter levado cartão vermelho também na estreia da Libertadores.

Dorival Júnior queria mais gols e tirou Roberto Brum para botar Mádson.

Nove contra 11, 1 a 2, os corintianos que se dêem por felizes.

Ficou barato.

Embora, aos 40, debaixo do gol, Tcheco tenha cabeceado por cima, uma bola cruzada por Dentinho e que Felipe falhou ao tentar segurar.

Seria o empate e um castigo que os meninos da Vila não mereciam.

Iarley ainda entrou no lugar de Dentinho e Breitner no de Marquinhos.

O blog não viu mas ainda verá, pelo menos o segundo tempo, de São Paulo 5, Monte Azul 1.

Porque o estreante Fernandinho, que entrou no intervalo, fez simplesmente o segundo, terceiro, quarto e quinto gols tricolores.

Fernandinho foi uma das revelações (ao lado de Giuliano, do Inter) do Brasileirão passado, jogando pelo Grêmio Barueri.

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