Da “FOLHA”
Trecho da coluna do TOSTÃO
O gol de letra de Robinho, o gol de Neymar, na quinta-feira, contra o Santo André, e o pênalti batido, por ele, com paradinha, foram lances tão simples e bonitos que parecem jogadas de peladas, brincadeiras, reencontro desses atletas com suas infâncias, em um tempo em que tudo isso era permitido.
No futebol atual, sério e profissional, esses jogadores, quando erram, são criticados por jogar um futebol irresponsável e por não pensar no coletivo.
Isso me faz lembrar um treino de Romário no Valencia, da Espanha.
Estava presente para entrevistá-lo.
Romário recebeu a bola na entrada da área, com dois zagueiros à sua frente.
Ele levantou a bola com um pé e, com o outro, jogou por cima dos dois zagueiros e do goleiro, para fazer o gol.
O técnico Ranieri parou o treino e disse a Romário que ele não deveria fazer isso, porque nunca faria em um jogo. Romário deu sua risadinha sarcástica e respondeu: “Você não me conhece”.