O São Paulo tornou-se refém dos atletas agenciados por Giuliano Bertolucci, braço direito de Kia Joorabchian.
O “empresário” mostrou, mais uma vez, sua verdadeira face, ao pedir 30% dos direitos do jogador Oscar em troca da retirada da ação trabalhista que moveram contra o Tricolor, segundo informações do repórter Marcelo Lima.
Chantagem pura.
Digna de mafiosos.
A diretoria do clube, que sempre cultivou a imagem de administrar o futebol de maneira diferenciada, caiu na mesma armadilha daqueles que tanto criticou.
Permitir a infiltração de empresários de conhecida reputação criminosa dentro do clube é o mesmo que deixar banana perto da jaula do macaco.
Evidente que na primeira oportunidade tentariam obter algum tipo de vantagem.
A diretoria do tricolor tem agora uma grande oportunidade de servir de exemplo para os clubes brasileiros e fazer valer a “fama” que sempre ostentou.
O caminho é chamar todos os pais de atletas agenciados por esta gente e pedir para que escolham o seu destino.
Ficar no Tricolor e ter a oportunidade de amadurecer no futebol brasileiro, ou ser dispensado e arriscar a sorte pelo mundo, guiados pela ganância de gente sem escrúpulo.
Depois desta atitude, que pode sim, ocasionar em um primeiro momento, prejuízo financeiro, o clube tem que banir a presença desta gente nos locais de treinamento.
Cria um fundo para que o próprio clube administre a vida de seus atletas é o melhor caminho para acabar com esta promiscuidade.
Só o valor economizado nas porcentagens pagas a estes intermediários já viabilizaria o negócio.
A ideia é que permaneçam no clube somente aqueles que pensam em crescer no futebol, antes de preencherem a mente com falsas ilusões.
