“A pedra estourou no meu vidro, quase arranca a minha cabeça fora. Isso que dá dirigente ficar falando essas coisas e a imprensa divulgando. Dá nisso. Só vão sossegar na hora em que matarem alguém”
Muricy Ramalho fez esta declaração após o ônibus do Palmeiras ter sofrido um covarde ataque na rodovia Castelo Branco, quando retornava para São Paulo.
Segundo relatos, cerca de 15 pessoas jogavam pedras e morteiros contra atletas, dirigentes e comissão técnica do clube.
Como o ônibus não possuia identificação do clube, tudo leva a crer que foi obra, novamente, de bandidos organizados que dizem torcer para o Palmeiras, com informações sobre o itinerário do veículo.
O recado do treinador, ao que tudo indica, tem como alvo o presidente do Palmeiras, que durante as últimas semanas tem se excedido em algumas declarações.
O incidente é lamentável e demonstra o nível de banditismo de muitos torcedores de futebol, em grande parte garotos inconseqüentes e voltados para a delinqüência.
Muitos deles encontram nas torcidas organizadas o local ideal para esconder a covardia, defendidos que são, por grupos de gente que se enchem de “coragem” quando estão em bandos.
A Polícia não pode ter dó ao reprimir estes bandidos.
Cassetete e cadeia são as “linguagens” que esta gente compreende.