O esquema de manipulação de resultados na Europa, escancarado mundialmente no dia de ontem, evidentemente, não me causa surpresa.
É similar ao que já aconteceu no Brasil, no caso que ficou conhecido como “Máfia das Loterias”, descoberto pela revista Placar, quando esta ainda praticava jornalismo.
Mais recentemente tivemos o escândalo com Edilson Pereira de Carvalho.
Tudo que envolve jogatina, bingo e apostas, sejam elas clandestinas, ou não, é cercado por conglomerados de desonestos que visam, de alguma maneira, burlar as regras vigentes, na tentativa de obter lucro fácil.
São locais e momentos adequados para organizações criminosas lavarem seus recursos ilícitos, sejam eles internacionais, como as formadas por gente ligada a Boris Berezovsky, ou as nacionais “oficializadas” como as associações de bingos, comandadas por gente da estirpe de Duílio Monteiro Alves.
Há no Brasil a propaganda de algumas destas casas em placas de publicidade e até em alguns reclames comerciais.
É bom que a polícia e os órgãos competentes fiquem atentos porque é óbvio que preparam suas entradas no País.
Em um local onde o “Jogo de Bicho”, que lava dinheiro do narcotráfico, rola solto, com a conivência de autoridades, é bem possível que um dia esta gente consiga ter guarida por aqui.
Cabe ao povo se conscientizar e perceber que cada real gasto na jogatina, na verdade, financia a tristeza de muita gente, e a alegria de alguns poucos.