Por JUCA KFOURI
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No Palestra Itália (18.070 pagantes), o primeiro tempo foi rigorosamente equilibrado, igual.
O Palmeiras deu três sensações de gol, o Goiás outras três.
Diego Souza duas vezes, numa delas batendo falta no travessão, noutra, antes, em bela arrancada e chute na rede pelo lado de fora.
Ortigoza também teve sua chance, num rebote de fora da área.
Já Iarley exigiu uma grande defesa de Marcos ao surpreendê-lo num lindo voleio e, depois, chutou por cima uma boa oportunidade.
Léo Lima também teve sua chance, ao chutar rente à trave de fora da área.
Era um jogo de muita marcação e pouca criação.
Mas no começo do segundo tempo, aos 4, Souza roubou uma bola na saída de jogo do Goiás e deu ótimo passe para Obina fazer 1 a 0.
A massa alviverde explodiu como fazia tempo que não explodia.
Dez minutos depois Ortigoza perdeu gol feito, para matar o jogo.
O segundo tempo era todo azul, do Verdão.
O Esmeraldino parecia perdido.
E, aos 28, Diego Souza deu da cabeça para Ortigoza, que foi derrubado dentro da área.
Pênalti que Obina converteu com precisão: 2 a 0.
A liderança estava garantida.
Tolói ainda foi expulso e deixou o Goiás com nove, porque Fernandão era inútil desde o primeiro minuto de jogo.
E se alguém queria show, teve show: Obina meteu uma bola brilhante para Deivid Saconi fazer 3 a 0.
Repita-se: Obina meteu uma bola brilhante para …
E você acha que foi tudo?
Ora, Obina fez mais um, seu terceiro gol, em lançamento de Marcão, porque era noite de coisas estranhas: 4 a 0.
Obina fez três como contra o Corinthians, próximo adversário, que tomou de 4 do mesmo Goiás, no Pacaembu.
Só o São Paulo incomoda o Palmeiras, porque Galo e Colorado acabaram a rodada mais longe do que estavam.
Mas a vitória de hoje foi daquelas que redimem.
Espera-se que não seja creditada a Paulo Serdan.