FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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GALGAR DOS ÁRBITROS
Observando o site da CBF, constatei que árbitros pertencentes ao ranking “Ouro” da Federação Paulista de Futebol foram escalados na reserva em partidas pelas diversas séries do Campeonato Brasileiro.
Alguns cumpriram trabalho de reserva mais vezes que Guilherme Cereta, contudo, foram menos escalados como árbitro central.
Acredito que o inserido no site da CBF demonstra com nitidez a afabilidade dos membros das comissões de árbitros da CBF e da FPF para impulsionar a caminhada de Cereta pela arbitragem paulista e brasileira.
Entendo não ser normal receber três indicações seguidas conforme ocorrido com Cereta na semana antecedente a partida São Paulo x Corinthians.
Segundo publicado, Cereta esteve terça-feira no estado da Bahia, sábado foi reserva em Campinas às 16 horas, no domingo pela manhã apitou em Leme 2ª Divisão do Campeonato Paulista e na parte da tarde foi reserva no Morumbi.
A cidade Leme dista da capital por aproximadamente três horas.
EM TEMPO:
Das poucas vezes que vi Guilherme Cereta arbitrar, verifiquei que reúne condições, deva corrigir algumas distorções impedindo que venham se tornar habito.
Ajuízo que Cereta e demais, devam ir com mais calmaria para alcançar objetivos, este procedimento acarretará qualidade e confiança.
DIPLOMA DE ÁRBITRO
Sou conhecedor que, em todos os anos, a escola de árbitros da FPF diploma em média oitenta alunos, poucos o usam para currículo, grande parte abraça a especialidade, teremos os que se jubilam serem parentes e amigos de pessoas influentes, através destes tentarão galgar degraus ultrapassando aos demais.
Esta arenga é antiga, sou convicto que muitos a usaram, alguns da nova geração possam estar neste bloco, entendo que o rastejante neste item, seja a falta de respeito tanto do pedinte, quanto de seu avalista.
Lembro que no ano de 2.005 o senador Delcídio Amaral, então presidente da CPI dos Correios, efetuou pedido em favor da indicação do árbitro Elvécio Zequetto para o quadro FIFA.
OCUPAR ESPAÇO
Em todos os setores de atividade é necessário escalar degraus com solidez, adquirindo satisfatório aprendizado, este seguir entendo ser adequado, condiz com ética.
BRASILEIRO SÉRIE B
Ponte Preta x Vasco
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Atuação caricata distribuiu diversos cartões de advertência, aos 08 minutos de partida, invalidou jogada legitima do ataque vascaíno que teve como final o lance de Carlos Alberto chutando a redonda para o fundo da rede.
Para concretizar o árbitro determinou pênalti na jogada normal do defensor Dezinho da esquadra campineira quando da disputa pela bola com o atacante vascaíno Elton. Carlos Alberto bateu, empatando a partida.
SÉRIE A
Flamengo x São Paulo
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
No lance em que acatou a marcação do assistente Marrubson Freitas (DF), mandando voltar à cobrança do penal corretamente marcado, agiu conforme lei, o goleiro pode se movimentar desde que seus pés permaneçam em cima da linha divisória.
A justificativa de Rogério Ceni, dizendo que houvera colocado somente uma das pernas para frente com o propósito de firmar impulso, ou, se espelhar nos erros e covardia de outros árbitros, não convencem.
Cabe ao assistente fincar sua visão no movimento do goleiro após autorização dada pelo árbitro para que o atacante faça a cobrança, mesmo assim, nada impede que o árbitro se ligue vez que a regra diz:
É da competência do árbitro a decisão final
NADA DE ASSUMIR
Não me conformo com a cara de pau da grande maioria dos árbitros ao não chamarem para si o lance penal, se bem postado, pode notar a movimentação do arqueiro e irregularidades ocorrida ao redor da área! Um olho cá, outro lá.
Agora sobre a colocação nos lances decisivos o árbitro quem a escolhe, no todo deve trabalhar seguido à linda diagonal, frente para seu assistente.
ELIMINATÓRIA – COPA 2.010
Argentina x Peru
Árbitro: René Ortubé (BOL)
Vergonhosa atuação, total favorecimento para a Argentina, aos 47 minutos validou o lance de impedimento do atacante Palermo que resultou no tento da vitória.
No derradeiro instante, deixou de marcar pênalti a favor do Peru, covardemente, encerrou a contenda.
AQUI SE FAZ – AQUI SE PAGA
Olhando para o passado, chegaremos ao ano de 1.978, quando os peruanos entregaram o jogo para os argentinos sendo derrotados por Seis x Zero, classificando a Argentina para a partida final.
A vitória dos argentinos afastou a seleção brasileira da disputa.
APITO FINAL
O apito final dado pelo árbitro na partida Argentina x Peru, me faz rememorar da partida entre Fluminense x Bangu, arbitrada pelo comentarista da Plim, Plim: José Roberto Wright, salvo engano a contenda aconteceu na década de setenta.
O FATO
Nos instantes finais, Cláudio Adão atacante do Bangu escapou em direção ao gol do Fluminense e, adentrou a área em dois passos quando foi derrubado, de pronto, Wright apitou apontando o indicador para o local, ao perceber que o fato ocorreu dentro da área, Wright como que imitando os grandes maestros das orquestras sinfônicas, virou o dedo para o centro de campo, encerrando a partida.
POLITICA
Insisto, chega do chamado jeitinho brasileiro de agir, se faz urgente diminuir em muito da avassaladora corrupção instalada em todos os setores de nossa cultura.
Acorda Brasil
SP-17/10/09

