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Brasil vence com Nilmar inspirado, Argentina respira por aparelhos

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Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Foi um jogo delicioso em Salvador.

O Chile veio com tudo, como prometera.

E perdeu de muito, como já acontecera.

Não que os chilenos não tenham criado boas chances de gol, porque criaram.

Numa delas, segundos antes do segundo gol brasileiro (de Júlio Baptista), Júlio César fez uma defesa que chega a ser uma ofensa aos atacantes do mundo inteiro, um exagero, um absurdo de defesa.

É sabido, também, que Nilmar e Adriano marcam menos que Robinho e Luís Fabiano, embora ataquem mais.

Mas Nilmar roubou a bola que redundou no gol de Júlio César e Adriano interceptou umas cinco cobranças de escanteio só no primeiro tempo, que viu, também, um belo gol de Nilmar.

Em ambos, os passes vieram do filho da Bahia, Daniel Alves, jogando no lugar de Elano, aos 31 e 40 minutos.

Para o segundo tempo não ficar sem graça, o Chile diminuiu no último minuto de pênalti, porque só mesmo de pênalti.

E para deixá-lo quase dramático, antes do quinto minuto Felipe Melo, que era o único que jogava mal, fez uma falta sem o menor sentido e foi expulso de campo.

E logo aos 7, Miranda olhou Suazo fazer seu segundo gol e empatar, em gol que fez Pituaçu ouvir cantar o nome do Chile.

A missão brasileira passava a ser apenas a de manter a escrita de jamais ter perdido um jogo de Eliminatórias jogando no Brasil.

Aos 23, Valdivia entrou no time andino e Sandro e Tardelli entraram nos lugares de Júlio Baptista e Adriano.

O Chile estava mais perto do terceiro gol e sua torcida se vingava do olé que ouviu quando estava 2 a 0.

Aos 25, Elano entrou para sair André Santos e Daniel Alves foi para a lateral-esquerda.

Porque André Santos marcava mal a direita do ataque chileno e dera um tapa num adversário que poderia ter valido outro cartão vermelho.

Dunga mexia bem e Bielsa menos, porque tirou Suazo.

Isla substituiu Millar.

E, aos 28, Maicon achou Nilmar sabe-se lá como e o ex-colorado desempatou de cabeça: 3 a 2.

Em seguida, de novo Nilmar, 4 a 2, ele que é bem melhor que o triatleta Robinho, que pedala, corre e… nada.

E o Chile também ficou com 10.

Aí, o jogo acabou.

E acabou bem. Muito bem!

Notas:

Júlio César só levaria 10 se fosse Deus ou o Pelé. Deus não existe e o Pelé não joga mais: 9,9

Maicon foi bem atrás e ótimo na frente, com participação nos últimos dois gols: 9

Luisão fez tudo certo de novo: 8

Miranda não foi mal, mas falhou no segundo gol chileno: 7

André Santos teve sérios problemas de marcação e perdeu a cabeça: 5

Felipe Melo fez sua pior partida com a camisa amarela: 4

Daniel Alves é de sete instrumentos e participou dos dois primeiros gols: 9

Júlio Baptista fez um belo gol e se perdeu um pouco no segundo tempo, quando teve de voltar mais: 7

Adriano bem que tentou, mas não brilhou: 6,5

Diego Tardelli, em seu lugar, se movimentou mais: 7

Elano jogou pouco tempo e bem, bastante bem, pois ainda participou do quarto gol: 8

Sandro não teve chance de mostrar jogo, fica sem nota

Nilmar “só” fez três gols: 9,5

Dunga foi perfeito nas alterações: 9

O Paraguai mandou bola na trave, dominou o primeiro tempo e fez 1 a o na Argentina, no primeiro tempo, em Assunção.

No segundo, Verón foi expulso e a Argentina de Maradona, que pode ser tudo menos técnico de futebol, perdeu mais uma, com Sebá na zaga.

E está fora do G4 das Eliminatórias.

E começa a correr grande risco de ficar fora da Copa.

Está em quinto lugar, dois pontos atrás do Equador, e apenas um adiante do Uruguai.

E seu último jogo será exatamente contra o Uruguai, em Montevidéu.

O Paraguai, a exemplo do Brasil, garantiu sua vaga na África do Sul.

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