Ricardo Teixeira enviou para o presidente Lula, seu semelhante, um projeto que tem como objetivo punir os clubes que fecharem os balanços anuais com prejuízo.
Disse ainda que somente agora, com a certeza de sua continuidade no comando da Casa Bandida, até 2015, teve a sustentação necessária para tomar esta medida.
Evidente que o Imperador da CBF joga para o público.
A punição que ele prevê, e que evidentemente não será aprovada, seria a de impedir que o clube deficitário se inscreva no Campeonato do ano seguinte.
Se isto for levado a sério, haverá campeonatos com duas ou três equipes disputando, se tanto.
Ricardo Teixeira tem hábitos que me fazem lembrar o Barão de Munchausen, personagem conhecido da literatura européia.
Se o seu interesse fosse o de realmente punir os infratores, não teria trabalhado contra a lei que previa punição de ressarcimento aos cofres do clube devedor.
O dirigente que roubasse, ou que fosse incompetente, arcaria com seu patrimônio pelo ato lesivo.
Teixeira e a bancada da bola, temerosos das conseqüências desta punição, vetaram a maneira mais eficaz de coibir a bandalheira.
Tirando dinheiro do bolso dessa gente.
Se a lei tivesse sido aprovada, Andres Sanchez não poderia ser hoje o Presidente do Corinthians.
O mandatário alvinegro não possui patrimônio em seu nome.
Não há origem registrada de seu dinheiro.
Por conseqüência, não poderia arcar com um assalto aos caixas do Corinthians.
Diferente do que ocorre nos dias de hoje.