Por ALBERTO HELENA JR.
http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/
A grande vitória da rodada foi, sem dúvida, a do Corinthians sobre o Inter no Beira-Rio, por 2 a 1, placar, aliás construído em cima dos erros da arbitragem, já que os três gols foram marcados irregularmente.
O fato, porém, é que o Timão, devastado por lesões e punições, nem assim perdeu a pose: entrou no Beira-Rio com sua formação mais ousada do que a maioria dos demais times, e duelou mano a mano (sem trocadilho) com um dos principais pretendentes ao título (também desfalcado, mas não tanto) e concluiu mais a gol do que o adversário, o que é, afinal, a essência do jogo.
Em contrapartida, a grande derrota foi a do líder Palmeiras para o Coritiba, na casa do inimigo. Isso, claro, sempre ameniza a pena. Mas, mesmo sem Diego Souza e Marcos, suas duas estrelas mais cintilantes, era de se esperar mais desse Palmeiras que viveu apenas do brilho e do esforço de Xavier, o que não foi suficiente desta vez.
Por fim, o São Paulo, na volta de Rogério Ceni ao palco de sua gloriosa vida, o Morumbi, cumpriu sua parte, com extrema discrição: 1 a 0, belo gol de Richarlyson, sobre o Fluminense que já não sabe mais onde cavar sua vergonha, e saltou provisoriamente para a vice-liderança, nessa arrancada espetacular sob o comando de Ricardo Gomes.
Pouco antes, o Santos havia derrotado o Grêmio na Vila, num jogo arrastado, com gol de cabeça de Ganso. Nada mal para o Santos, que aspira apenas ganhar um posto mais honroso na tabela e muito ruim para o Grêmio, que entrou para brigar pelo título e não consegue dar um salto significativo.
Assim, a abertura do segundo turno já prenuncia a briga de foice que se travará lá no topo da tabela, até o fim. E ainda há quem diga que pontos-corridos é um tédio.
