Os delegados da polícia de São Paulo estão em apuros.
Todos sabem, mas fingem não ver, como funciona a jogatina de maquininhas de “caça-níquel” na cidade.
Barzinhos, padarias, entre outros, quase todos possuem a sua.
Agora, uma portaria do Delegado Geral, Domingos Paulo Neto, responsabilizará por improbidade administrativa o delegado que ignorar ou facilitar a ação destes contraventores em sua região.
Na malandragem, os policiais costumam apreender as máquinas, mas as deixam sob a guarda dos próprios comerciantes.
Só um asno não sabe que eles, obviamente, voltam a utilizá-las.
Denúncias provenientes da Corregedoria relatam inúmeros casos de propinas recebidas pelas delegacias para liberar a jogatina, da mesma maneira como costumam agir os banqueiros de Jogo de Bicho.
Os policiais corruptos tinham a cara de pau de marcar com um selo as máquinas que lhes proporcionava o lucro da propina.
As que não tivessem o artefato eram apreendidas.
Este caso deixa a diretoria do Corinthians em situação muito constrangedora.
Dois de seus diretores são envolvidos com a contravenção.
O diretor cultural, Duílio Monteiro Alves, é membro da Associação de Bingos e já teve prisão solicitada pela Polícia Federal por envolvimento com essa jogatina.
Há também o Empresário da SORTE André Negão, que ocupa o cargo de Diretor Administrativo.
Todos eles deverão ter problemas com a polícia daqui para frente.
Nada que já não fosse esperado.