Por JUCA KFOURI
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O Vitória deveria ter ido para o intervalo com vitória em Palestra Itália, pois Roger fez um gol que Marcos tirou de dentro, sem que a arbitragem pudesse ver, aos 40.
O Palmeiras não tinha conseguido chegar nem uma vez sequer ao gol do rubro-negro baiano, apesar de, duas vezes, ter sido vítima de impedimentos mal marcados em ataques que poderiam ser perigosos.
Logo no primeiro minuto do segundo tempo, porém, fez-se justiça no jogo, com Apodi pegando o rebote de mais uma defesa de Marcos, em chute de Leandro Domingues.
Luxemburgo logo tirou Mozart e botou Ortigoza e o Palmeiras, embora passasse a pressionar, com Keirrison desperdiçando boa chance e Obina tentando de bicicleta, ficou muito exposto aos contra-ataques.
Então foi a vez de tirar Henrique para Souza entrar e ajudar na marcação.
Pois foi justamente numa jogada com a participação de Souza que, aos 20, Ortigoza empatou.
O Vitória não se intimidou e partiu para cima, em busca da vitória, como se jogasse do Barradão.
E a coragem do time de PC Carpegiani só não se transformava em gols porque São Marcos evitou um de Roger e o travessão evitou outro, no mesmo lance, de Leandro Domingues.
Keirrison saiu sob vaias para entrada de Dayvid Sacconi.
Ele e Ortigoza, em pouco tempo, fizeram mais que Obina e Keirrison juntos, porque Viáfara teve que começar a mostrar serviço.
Mas o que Roger perdeu de chances não está escrito em lugar nenhum.
O castigo veio no fim, com Maurício Ramos subindo mais que todo mundo e virando o jogo para o Verdão para explosão do Parque Antarctica, com 16 mil torcedores.
Enquanto isso, na Ressacada, Avaí e São Paulo disputavam uma partida tão equilibrada, e sem graça, que se terminasse 1 a 0 para qualquer lado não seria nada demais.
Poderia, também, ter terminado 2 a 2, tanto que chutaram bolas em cima dos goleiros Martini e Dênis.
Mas terminou mesmo num 0 a 0 que não deixou o torcedor Guga, presente ao estádio, feliz.
